1. Qual a proporção correta de mistura
da fase 1 e fase 2, quanto vai de cada um? A proporção do gel clareador
Laser Peroxide (25% ou 35%) é: 3 gotas do peróxido
de hidrogênio para uma gota do espessante.
Se o clareamento for para as duas arcadas (superior
e inferior) normalmente utilizamos 30 gotas do peróxido
de hidrogênio para 10 gotas do espessante, pois
esta quantidade é suficiente para cobrir os dentes
superiores e inferiores.
A mistura das fases sempre deve ser feita imediatamente
antes da sua aplicação.
2.
O paciente que realizou tratamento com isotretinoína,
após quanto tempo do término pode fazer
o clareamento foto-ativado?! Os pacientes que realizaram tratamento com
isotretinoína podem ser submetidos ao clareamento
dental fotoativado qualquer tempo após o uso
do medicamento.
Ressaltamos que a possível pigmentação
dental em função do uso do medicamento
pode levar a uma dificuldade no Clareamento Dental.
Os casos de Clareamento após uso de isotretinoína
não são previsíveis, podendo não
responder satisfatoriamente. De qualquer forma, sugerimos
que o paciente seja esclarecido desta dificuldade e
que a tentativa do clareamento seja realizada.
3.
A duração do clareamento a laser, realmente
é menor do que o clareamento de moldeira? O
clareamento dental realizado com a técnica de
consultório (Laser) ou feito com moldeiras (caseiro)
tem o mesmo mecanismo de ação, que é
a quebra dos pigmentos (moléculas orgânicas)
em moléculas menores. Esta quebra acontece por
ação dos radicais livres liberados pelo
gel clareador (peróxido de hidrogênio ou
carbamida). Entendendo o processo, dismistifica-se a
questão de qual a técnica que promove
resultados mais duradouros.
A duração do clareamento dental é
muito mais relacionada com o novo contato com pigmentos
oriundos da alimentação e hábitos.
Assim, cada indivíduo apresenta uma resposta
diferente. O que se parece normalmente é que
independente da técnica o clareamento tem um
grande tempo de durabilidade, uma média de 2
anos (alguns casos mais outros um pouco menos).
De qualquer forma, os dentes podem ser clareados novamente
caso haja necessidade ou desejo do paciente.
4.
Quando eu devo utilizar o peróxido de hidrogênio
a 25% e quando devo usar a 35%?
Peróxido de hidrogênio a 25%:
- pacientes jovens
- dentes que não estão muito escurecidos
- dentes com trincas no esmalte
- dentes com retração e desgastes incisais
e cervicais
- pacientes que usaram aparelho ortodôntico e
fizeram Slaice nos dentes
- pacientes que apresentam sensibilidade
- pacientes que fazem uso de colutório. Ex.:
Listerine, Plax, etc.
- quando necessitar da 2ª sessão de clareamento
e o paciente apresentou sensibilidade na 1ª sessão,
ou quando não for dado um prazo entre as 2 sessões
de no mínimo 7 dias. Peróxido de hidrogênio a 35%:
- pacientes insatisfeitos com a cor original de seus
dentes
- dentes escurecidos pela idade
- dentes manchados por tetraciclina
- dentes manchados por cigarro, chá, café,
etc..
- pacientes que não apresentam sensibilidade
- dentes não vitais
5.
Posso usar o flúor como nitrato de potássio
(dessensibilizante) no tratamento da sensibilidade após
o clareamento dental? Sim, apesar dos dois possuírem a mesma
função, eles atuam de forma diferente:
o flúor oclui os túbulos dentinários,
impedindo a chegada de fluídos na polpa, enquanto
o nitrato de potássio possui efeito analgésico
sobre as fibras nervosas, não permitindo que
elas se repolarizem, diminuindo dessa forma a sensibilidade.
6.
Qual a idade mínima para se fazer um clareamento
dental foto-ativado? Entre 15 e 17 anos. É importante que
o profissional tire uma radiografia para avaliação
clínica e constate que a risogênese dos
dentes a serem clareados já esteja concluída
7.
Quanto tempo dura um clareamento dental? A duração do clareamento dental
dependerá de fatores tais como: hábitos
alimentares e orais, uso de medicamentos, colutórios
ou drogas e qualidade da higiene oral, etc.
É importante que haja um acompanhamento desse
paciente, e quando necessário fazer um clareamento
para manutenção a cada 1 ou 2 anos impedindo
a regressão da cor.
8.
O laser de diodo presente no equipamento de clareamento
serve somente para diminuir a sensibilidade dental?
Qual a função do laser diodo associado
ao LED no clareamento dental? Não. Os LEDs associados ao laser de
diodo no clareamento emitem um tipo de radiação
luminosa que ao ser absorvida pelo agente clareador
a base de peróxido de hidrogênio de coloração
vermelha, resultará em efeitos foto-químicos
e foto-térmicos, tendo como alvo as moléculas
escurecidas, potencializando o processo do clareamento
dental. Este mecanismo gera um aumento mínimo
de temperatura sem dano ao tecido pulpar, pois aquecem
o gel e não a estrutura dental.
9.
Quanto tempo o gel deverá permanecer sobre a
superfície dos dentes, em cada aplicação? O gel deverá permanecer entre as ativações
da luz e o descanso do gel, entre mínimo de 10
minutos e máximo de 15 minutos, porque o sucesso
do tratamento dependerá da potencialidade do
agente clareador penetrar até os pigmentos escurecidos
e lá permanecer tempo suficiente para oxidar
estes pigmentos, quebrando as cadeias moleculares. Não
é aconselhável deixar por mais tempo,
evitando dessa forma uma possível sensibilidade
dental.
10.
O que é necessário para se ter um bom
resultado no clareamento? Seguir corretamente o passo-a-passo do clareamento
dental e atender a algumas recomendações:
- Fazer uma boa anamnese, com história médica
e odontológica.
- Fazer um exame clínico completo, verificando
cárie, retrações, desgaste, restaurações
com infiltração.
- Utilizar o gel clareador adequado: de cor vermelha,
com pH neutro 7.0, que seja mais absorvedor no comprimento
de onda empregado no equipamento utilizado.
- O equipamento utilizado deverá ter uma intensidade
de luz adequada.
- Seguir o protocolo preconizado pelo fabricante.
- Estar atento à expectativa do paciente e do
profissional.
11.
Como resolver problemas de manchamento por Tetraciclina? Se o manchamento for grau I e grau II, o resultado
será satisfatório, para isso será
estabelecido um protocolo com maior numero de sessões
de clareamento no consultório odontológico.
Se o manchamento for grau III, recomenda-se a associação
do clareamento foto-ativado e o clareamento caseiro.
Se o manchamento for grau IV, o prognóstico será
desfavorável.
12.
O paciente é portador de manchas de fluorose.
Como resolver? Primeiramente deve-se fazer o clareamento foto-ativado.
Durante o clareamento dental estas manchas de fluorose
deverão ser protegidas (cobertas) pela própria
barreira gengival.
Infelizmente o clareamento não resolve o problema,
somente irá amenizar essas manchas, clareando
os dentes. Após o clareamento dental é
recomendado o uso de micro-abrasão, quando necessário.
13.
Um paciente que teve câncer, pode fazer o clareamento
dental? Sim. Desde que seja feito o clareamento foto-ativado.
O clareamento caseiro está contra-indicado.
14.
Quantos dias eu devo aguardar após o clareamento
dental para restaurar os dentes? É recomendado aguardar no mínimo
7 dias, mas o ideal é 14 dias, para aguardar
a liberação total do oxigênio e
prevenir a queda de restaurações em resina.
15.
Se o paciente tem restaurações em dentes
anteriores, será necessário trocá-las
após o clareamento dental? Como devo proceder? Nem sempre será necessário trocá-las.
Devemos apenas dar um bom polimento nelas alguns dias
após o término do clareamento dental.
16.
Quantas sessões de clareamento dental eu posso
fazer em um mesmo paciente, em menos de 1 ano? É recomendado que se faça no
máximo 4 sessões, esperando um intervalo
mínimo de 7 dias (1 semana) entre essas sessões.
Essa espera é recomendada porque, com o decorrer
do tratamento clareador, o processo sofre diminuição
na possibilidade do processo de clareamento, obtendo
o ponto ótimo de clareamento, denominado ponto
de saturação, no qual a partir dele pode-se
ocorrer alterações estruturais do esmalte
e dentina, inclusive apresentando diminuição
da microdureza do esmalte. O clínico deve saber
quando está diante deste ponto para cessar o
clareamento dental.
17.
Observações sobre sensibilidade dentinária. - As respostas para cada paciente são
bastante diversificadas, dependendo do nível
de penetração do agente clareador através
do esmalte e dentina, podendo estar relacionado também
à perda excessiva da espessura ou à presença
de trincas no esmalte, à exposição
cervical de dentina ou devido à lesões
de abfração, erosão e abrasão
ou mesmo devido à própria anatomia da
junção cimento-esmalte, que apresenta
dentina exposta.
Também interfere na sensibilidade:
- pH do agente clareador
- doses elevadas energia, sem estabelecimento de intervalos
entre elas
- pressão hidráulica do agente clareador
sobre os túbulos dentinários expostos
- idade do paciente
- hábitos de ingestão de bebidas e alimentos
com pH ácido. Ex.: coca-cola, guaraná,
laranja, limão, maçã, tomate, etc.
- slaice ortodôntico
- presença de cáries ou restaurações
com infiltração
- uso de colutórios. Ex.: Listerine, Plax, etc.
- pacientes com sensibilidade espontânea
Nestes casos recomenda-se utilizar o peróxido
de hidrogênio a 25% ou fazer somente 2 aplicações
do gel a 35% e realizar o clareamento dental em mais
de uma sessão (dia de aplicação).
18.
Como tratar a sensibilidade dentinária pós-clareamento
dental? Após o clareamento dental, fazer aplicação
de laser terapêutico nos dentes com sensibilidade.
- O uso do dessensibilizante poderá ser aplicado
com feltro, após a laserterapia, tomando cuidado
em não aquecer o dente e deixar agir por 2 minutos
sobre a superfície dental.
- Quando necessário prescrever analgésico
via oral.
19.
Pode-se fazer clareamento dental em mulher que está
amamentando? Sim. Desde que seja feito o clareamento foto-ativado.
O clareamento caseiro está contra-indicado.
20.
Como lidar com o aparecimento de manchas após
o clareamento dental? O aparecimento de manchas brancas após
o clareamento dental está geralmente associado
à desidratação dental que ocorre
durante o tratamento. Esta desidratação
torna evidente manchas de fluorose e hipoplasia suaves
já existentes e imperceptíveis em condições
de hidratação normal. O aspecto opaco
em geral desaparece depois de algumas horas ou logo
que a umidade natural é re-estabelecida. Para
estes casos, não é necessária a
suspensão do clareamento dental.
Se, no entanto, o paciente já apresentar manchas
brancas antes do tratamento clareador, e estas forem
superficiais, indica-se uma semana após o término
do clareamento a remoção através
da técnica de microabrasão.
Outra situação, que é freqüente
em pacientes que acabaram de realizar o tratamento ortodôntico,
é o manchamento causado pela presença
de resíduos de adesivo. Após o diagnóstico
com explorador, deve-se remover totalmente o adesivo
e realizar o clareamento na sessão seguinte.
O caso mais incomum é quando manchas intrínsecas
são evidenciadas após o clareamento. Esta
situação está relacionada à
falta de um diagnóstico cuidadoso previamente
ao procedimento clareador. Se este diagnóstico
for realizado corretamente, deve-se fazer o clareamento
regionalizado, ou seja, a aplicação do
gel clareador somente sobre a área mais escura
na tentativa de aproximar a cor dental dos diferentes
terços dentais.
Assim, é fundamental diagnosticar a presença
de manchas durante a realização do exame
clínico. O isolamento relativo seguido de uma
secagem leve dos dentes facilitará este diagnóstico,
identificando manchas "escondidas" com detalhes.
21.
Pacientes que querem fazer clareamento e tomam vitaminas
para aumentar massa muscular devem suspender a ingestão
das mesmas? Isso interfere no clareamento? O que há
de verdade nisso? Os medicamentos que contêm metais pesados
(como alguns anabolizantes, complexos vitamínicos
e alguns medicamentos para acne) podem ter um efeito
de manchamento dos dentes. Isso se dá pela afinidade
destes elementos químicos pelos tecidos ósseos
e também pela afinidade com a dentina, acumulando-se
nestes tecidos e provocando o escurecimento.
O sucesso do clareamento dental quando há manchamento
provocado por estes medicamentos é imprevisível,
podendo não se alcançar o resultado desejado.
Por isso, durante a anamnese devemos investigar o uso
de medicamentos que possam ter na composição
estes metais, com a intenção de orientar
os pacientes quanto ao grau e a velocidade do clareamento.
22.
Que alimentos ou produtos eu devo pedir para o paciente
não ingerir durante e após o clareamento
dental para não interferir na cor? Após ter realizado o clareamento, devemos
orientar os pacientes a não ingerir bebidas/alimentos
que contenham pigmentos como vinho tinto, café,
refrigerantes com corantes (principalmente coca-cola),
sucos coloridos naturalmente e artificialmente, molho,
chá preto, catchup, mostarda, além de
não fumar e nem usar batom.
A desidratação pelo isolamento da cavidade
oral e exposição ao ar durante a sessão
de clareamento, faz com que os dentes tenham a tendência
de absorver os líquidos presentes na cavidade
oral em até 24 horas depois de terminada a sessão,
pois é neste período que a estrutura dental
recupera sua hidratação inicial. Por isso,
a recomendação da não ingestão
de alimentos durante este período de 24 hs deve
ser criteriosamente respeitada.
As restrições alimentares devem ainda
permanecer por mais uma semana, pois após este
período será realizada a segunda sessão
de clareamento e é interessante que não
haja mais incorporação de pigmentos no
dente, possibilitando um melhor resultado final do tratamento.
23.
Qual tipo de gel clareador é usado para clareamento
dental no consultório e quais suas características? O agente clareador utilizado para o clareamento
dental realizado no consultório odontológico
é um gel de Peróxido de Hidrogênio,
e pode ser encontrado em concentrações
de 25% e 35%.
A DMC desenvolveu um gel denominado Lase Peroxide (25%
ou 35%) que possui 2 soluções (Peróxido
de Hidrogênio e Espessante) que devem ser misturados
na proporção de 3 gotas do peróxido
de hidrogênio para 1 gora do espessante. Esta
proporção dá ao gel uma consistência
viscosa, evitando o escoamento do gel para os tecidos
bucais.
O peróxido de hidrogênio, através
de sua decomposição química, libera
radicais livres para o dente, promovendo a quebra das
moléculas de pigmento encontradas nos dentes.
Esta reação química pode ser acelerada
através de luz e/ou calor. O método preferencial
é a utilização de fontes de luz,
como os LEDs e os LEDs híbridos (LED+laser em
baixa intensidade), para acelerar esta reação.
Para que o gel clareador tenha interação
com essas fontes de luz, que normalmente são
azuis, é necessário que ele tenha a cor
vermelha.
É importante que a luz emitida seja aborvida
pelo gel clareador, que por sua vez, tem sua cor alterada
indicando que a reação química
está acontecendo. Essa alteração
de cor pode ir do vermelho ao laranja ou do vermelho
ao transparente. Nesse sentido, indicamos a utilização
de géis clareadores que mudem do vermelho para
o laranja, pois, quando o gel fica transparente já
não há mais a interação
entre ele e a fonte de luz. Sendo assim, o gel também
é responsável por absorver as luzes emitidas
pelos equipamentos, impedindo que o dente receba toda
a luz emitida.
24.
Quais são os procedimentos que devo fazer previamente
ao clareamento de consultório? Os procedimentos prévios ao clareamento
dental são fundamentais para o sucesso do tratamento.
Após a anamnese específica, exame clínico
e radiográfico, a profilaxia é um item
importantíssimo para o clareamento dental.
Nos casos em que há a necessidade da realização
de raspagem supra e/ou sub gengivais, estes procedimentos
devem ser realizados em sessões prévias
à sessão do clareamento. Estes procedimentos
de raspagem podem provocar sangramento gengival que
impede uma correta adaptação da barreira
gengival, além de poder causar exposição
dentinária desencadeando um quadro de sensibilidade
dental.
Na sessão de clareamento, a profilaxia dos dentes
deve ser realizada imediatamente antes do clareamento.
Os materiais indicados para a profilaxia são:
pedra pomes, água e escova de Robinson (ou taça
de borracha). Não devemos neste momento realizar
a profilaxia com jato de bicarbonato de sódio,
pois ele é um neutralizador do peróxido
de hidrogênio (Gel Clareador Lase Peroxide Sensy,
concentração de 35% ou 25%).
Se houver necessidade de uma profilaxia prévia
com jato de bicarbonato, ela deverá ser realizada
na sessão anterior, cerca de 3 dias antes da
sessão de clareamento. O que não exclui
a profilaxia com pedra pomes imediatamente antes do
clareamento.
25.
Quais são os protocolos de clareamento dental
indicado para cada equipamento DMC? Antes de iniciar a fotoativação
do gel clareador, realize:
• o afastamento dos lábios do paciente
com um afastador labial de sua preferência (sugerimos
o afastador que tenha o posicionador de língua),
• a profilaxia com pedra-pomes e água,
• a colocação da barreira gengival
e sua fotopolimerização com LED,
• a proteção da mucosa labial
e de fundo de sulco com vaselina ou um protetor labial
de sua preferência
• a manipulação e aplicação
do gel clareador nas duas arcadas.
A fotoativação do gel dependerá
do equipamento que possui. A seguir, encontram-se
os protocolos de ativação do gel clareador
para cada tipo de equipamento DMC:
Whitening
Lase
• fotoative o gel por 3 minutos abrangendo as
duas arcadas
• deixe o gel em contato com o dente, sem ativar,
por 2 minutos
• fotoative o gel por mais 3 minutos
• remova o excesso de gel primeiramente com
um sugador e depois com uma gaze úmida.
• reaplique o gel
• repetir este processo por mais duas vezes.
Whitening
Lase Light
• fotoative o gel durante 6 minutos de maneira
a intercalar a arcada superior e inferior de 1 em
1 minuto entre as arcadas - deixe o gel em contato
com o dente, sem ativar, durante 4 minutos
• remova o excesso de gel primeiramente com
um sugador de saliva adaptado e depois com uma gaze
úmida.
• reaplique do gel
• repita este processo por mais duas vezes.
Whitening
Lase II
• fotoative o gel durante 6 minutos de maneira
a intercalar a arcada superior e inferior de 1 em
1 minuto entre as arcadas - deixe o gel em contato
com o dente, sem ativar, durante 2 minutos
• remova o excesso de gel primeiramente com
um sugador e depois com uma gaze úmida.
• reaplique do gel
• repita este processo por mais duas vezes.
Ultra
Blue IV
• visualmente divida a arcada do paciente em
três setores: central, direito e esquerdo
• fotoative cada setor durante 3 minutos
• deixe o gel em contato com o dente, sem ativar,
durante 2 minutos
• remova o excesso de gel primeiramente com
um sugador e depois com uma gaze úmida.
• reaplique do gel
• repita este processo por mais duas vezes.
26.
Por que o clareamento caseiro é contra-indicado
a pacientes que tiveram câncer? Encontram-se relatos na literatura que discutem
a existência ou não de um efeito carcinogênico
do contato entre o peróxido de carbamida ou
peróxido de hidrogênio utilizados no
clareamento dental e a mucosa oral. Estes estudos
concluem que os peróxidos acima citados possuem
um potencial carcinogênico muito pequeno ou
nulo.
Acredita-se que os radicais livres produzidos a partir
da decomposição dos peróxidos
têm o poder de atacar o DNA celular podendo
provocar uma mutação, porém os
efeitos desses radicais são minimizados pela
ação de enzimas presentes na cavidade
oral como, por exemplo, a catalase.
Embora os mecanismos que tentam explicar a ação
do peróxido sobre os tecidos moles ainda não
estejam completamente elucidados, não se descarta
a possibilidade da existência de um potencial
carcinogênico.
Portanto, em pacientes que tem histórico de
neoplasias contra-indicamos o clareamento caseiro,
pois há um maior risco do agente clareador
entrar em contato com a mucosa e dessa mucosa ser
mais susceptível aos efeitos do peróxido.
Nestes casos, o mais indicado é o clareamento
de consultório que minimiza o contato do agente
clareador com os tecidos moles e sua deglutição.
27.
É seguro realizar o clareamento dental em paciente
grávida? Esta questão de tratamentos odontológicos
em pacientes lactantes ou grávidas é
uma questão corrente das colegas. É
importante termos atenção nestes casos
e sabermos orientar a paciente com relação
aos procedimentos, principalmente quando temos novas
tecnologias envolvidas.
O Clareamento Dental é um tratamento estético
que poder ser realizado por 2 técnicas: caseira
ou em consultório.
A técnica caseira (com moldeiras) está
contra-indicada para pacientes grávidas ou
lactantes em função do contato do gel
com os tecidos orais e risco de deglutição.
A ingestão dos peróxidos pode trazer
muitos prejuízos a mãe.
A técnica de clareamento em consultório
é mais segura, pois neste caso não há
contato do gel com tecidos moles e o risco de deglutição
é eliminado. Neste caso, lançamos mão
de luzes (LED e LED/Laser) para ativar o gel clareador.
Essas luzes não são radiações
ionizantes (não provocam mutações
genéticas) e, nos parâmetros que estão
disponíveis nos equipamentos, são seguras
e não tem capacidade de causar danos nem para
a paciente nem para o feto.
É importante explicar que a luz laser emitida
pelos equipamentos DMC tem capacidade de penetração
nos tecidos orais em menos de 1 (um) centímetro.
Assim, não são espalhadas no corpo da
paciente e nem no ambiente.
Vale ressaltar que está contra-indicado a irradiação
direcionada para a região abdominal (feto)
em pacientes grávidas em qualquer hipótese.
Embora tenhamos controle sobre as luzes LED e laser
durante o clareamento dental, os procedimentos estéticos
em pacientes lactantes ou grávidas deve ser
adiado, e realizado após a gravidez ou período
de amamentação. Qualquer problema que
a paciente tenha com sua gravidez ou com o bebê,
pode ser atribuído ao clareamento e isso causaria
incômodo para todos.
28.
Paciente de 22 anos, está fazendo clareamento
caseiro supervisionado com peróxido de carbamida
16% há 3 dias e apresenta em algumas áreas
especificas uma certa irritação da mucosa.
O que pode estar acontecendo? Como devo proceder?
Isto é normal? O peróxido de carbamida se decompõe
em peróxido de hidrogênio que, em altas
concentrações, é irritante para
mucosa. Por isso, o clareamento caseiro é feito
com concentrações baixas de peróxido.
Entretanto, alguns pacientes podem ter uma mucosa
mais sensível ao peróxido mesmo em concentrações
baixas. Uma das maneiras de se evitar o contato com
o gel clareador durante o tratamento caseiro é
instruir o paciente a colocar uma quantidade de gel
adequada que não permita seu extravasamento
da moldeira.
No seu caso, já que a paciente apresenta irritação
na mucosa, sugerimos que suspenda o clareamento caseiro
e faça o procedimento em consultório,
uma vez que ele possibilita a realização
da proteção dos tecidos moles com a
barreira gengival. Sendo assim, o gel não entra
em contato com a mucosa do paciente e ainda você
tem o controle de todos os passos do tratamento.
29.
O clareamento pode ser realizado em adolescentes? Como regra, temos uma idade mínima
para realização do clareamento que é
dada pela época de fechamento do ápice
dental. Em geral, os segundos pré-molares são
os últimos elementos dentais a erupcionar por
volta dos 13 ou 14 anos. A partir daí, há
um intervalo de tempo de cerca de 3 anos para o completo
fechamento do ápice radicular. Dessa maneira,
temos como base uma idade limítrofe entre 16
e 17 anos para que se possa fazer o clareamento e,
mesmo nessa idade, recomendamos a realização
de rediografias periapicais dessa região para
análise do estado das raízes.
Existem exceções como, por exemplo,
em casos de adolescentes com menos de 16 anos que
têm comprometimento estético do sorriso
e o clareamento está indicado. Sendo assim,
o procedimento pode ser realizado nas áreas
de maior evidência no sorrido, por exemplo,
de canino a canino, com o consentimento do responsável.
30.
Gostaria de saber de quanto em quanto tempo se faz
clareamento dental e a respeito do raucutam ou sulfato
ferroso associado a
clareamento. Existe mais algum medicamento que interfere
no clareamento? O Protocolo de Clareamento Dental em consultório
inclui sessões clínicas (entre 1 e 4)
que devem ter um intervalo de uma semana entre as
sessões. Após a realização
do clareamento, a manutenção ou reforço
do clareamento dental pode ser realizado após
1 ano.
Os medicamentos contendo sulfato ferroso e outros
metais pesados podem ter como resultado um escurecimento
dental pela afinidade destes compostos com a dentina
e ossos. Assim na anamnese deve-se investigar a administração
de medicamentos em geral, para então se relacionar
com a possível dificuldade de clareamento dos
dentes. Mais informações podem ser conseguidas
no site do Nupen (www.nupen.com.br) em Odontologia
/ Clareamento Dental.
31.
Quais são os estados sistêmicos e tratamentos
que contra-indicam o clareamento. Algumas poucas situações contra-indicam
o clareamento dental.
Pacientes que usam medicamentos contendo sulfato ferroso
ou outros metais pesados podem ter seus dentes manchados
em função da afinidade destes compostos
pelos ossos e dentina. O Roacutan e medicamentos para
Acne podem interagir com a luz LED e laser emitidos
pelos equipamentos de clareamento e ter como efeito
colateral o manchamento da pele. Desta forma, o clareamento
dental deverá ser conduzido com cautela, por
exemplo, com o uso de protetores ou filtros para a
pele (como filtros solares).
Pacientes que tem ou tiveram câncer de cabeça
ou pescoço também devem
receber atenção especial, pois a região
acometida não deve receber irradiação
laser. Desta forma, o clareamento deve ser realizado
apenas com o LED (o laser deverá estar desligado).
32.
O condicionamento ácido pré-clareamento
é indicado na primeira sessão? As moléculas do agente ativo do gel
clareador, o peróxido de hidrogênio,
e seus subprodutos, os radicais livres, tem um peso
molecular pequeno. Em outras palavras, são
moléculas pequenas que facilmente atravessam
os prismas de esmalte e os túbulos dentinários.
Sendo assim, torna-se dispensável o uso do
condicionamento ácido.
Os protocolos de clareamento devem ser o mais conservador
possível e, portanto, não inclui a realização
de condicionamento ácido do esmalte.
Além disso, atualmente, há uma grande
preocupação no desenvolvimento dos géis
clareadores no sentido de que não devem apresentar
o pH ácido durante sua aplicação
para não provocar desmineralização
do esmalte dental.
33.
O polimento dentário deverá ser feito
ao final de cada sessão do clareamento ou apenas
ao final do clareamento? O polimento dos dentes deve ser realizado
no final de cada sessão de clareamento dental.
Preconizamos o polimento com discos de feltro impregnados
por pasta de polimento que devem ser usados em um
contra-ângulo em baixa rotação.
É interessante utilizar o gel dessensibilizante
sobre os dentes e friccionar o feltro. O polimento
devolve a lisura à estrutura dental, dificultando
a adesão de pigmentos que possam re-pigmentar
o dente.
34.
Qual o protocolo de clareamento para pacientes com
manchamento por tetraciclina? Os casos de manchamento dental por tetraciclina
realmente são mais resistentes ao clareamento.
O primeiro passo no tratamento é a identificação
do grau de manchamento. Os casos com grau I ou II
são mais favoráveis, enquanto os casos
grau III ou IV apresentam um manchamento em faixas
com contrastes marcantes entre elas.
Em relação ao protocolo, recomendamos
um número maior de sessões em consultório
(cerca de 3 a 6 sessões) e a associação
com clareamento caseiro. Se o paciente apresentar
faixas nítidas com diferentes pigmentações
no mesmo elemento dental, durante as sessões
no consultório o clareamento deve ser setorizado,
trabalhando-se primeiramente as regiões do
dente que estão mais pigmentadas . Essa manobra
é possível através da colocação
do gel de clareamento apenas na faixa mais escurecida
(ver foto anexa). Assim, o que se busca na maioria
dos casos de tetraciclina é a homogeneização
da cor dental através do clareamento.
Outra sugestão é o aumento do tempo
da exposição do gel à luz, de
3 minutos em cada arcada (como dita o protocolo padrão)
para 5 minutos em cada arcada.
Em geral, os pacientes apresentam sensibilidade devido
ao protocolo mais intensivo e extensivo do clareamento
utilizado nestes casos. Para dar mais conforto ao
paciente, recomendamos a realização
da laserterapia após as sessões de clareamento
em consultório e fluorterapia.
35. Em relação a eficiencia
e resultados obtidos no procedimento de clareamento
dental, qual a diferença entre o equipamento
que possui apenas LEDs e o que possui o Laser/Leds
acoplados em um mesmo equipamento?
A qualidade do Clareamento Dental é influenciado
pela presença de luz (LED ou LED+LASER), mas
também depende das potências (ou intensidades)
utilizadas. Outro fator relevante para o ganho de
tempo clínico é a ponteira do equipamento,
que pode ter desde o tamanho para abranger 1 dente,
3 dentes ou a arcada dentária inteira.
Os equipamentos com LEDs azuis apresentam capacidade
para ativar o gel clareador quando possuem intensidades
maiores que 250mW/cm2. Intensidades menores não
são eficazes para o ganho de tempo na técnica
de clareamento dental em consultório.
Os equipamentos que possuem LEDs e LASER no mesmo
equipamento têm um diferencial de associar as
duas luzes para a ativação do Gel clareador,
e ainda ter os efeitos da laserterapia para reduzir
a sensibilidade durante o clareamento dental. De toda
forma, também é fundamental considerar
as intensidades emitidas, para se poder fazer um comparativo
entre equipamentos.
36.
Quando o cirurgião-dentista não dispõe
de um equipamento de Laser/LED apropriado para fazer
clareamento dental, o mesmo pode utilizar um equipamento
de fotopolimerização?
Não. O uso do fotopolimerizador não
é indicado para a ativação do
gel clareador devido ao aquecimento que pode ser gerado
na estrutura dental, levando à uma pulpite
irreversível. Outra desvantagem é a
redução do tempo de vida útil
do aparelho, que não está desenhado,
do ponto de vista de engenharia, para ser utilizado
dessa maneira.
Portanto, caso opte por usar um equipamento de fotopolimerização,
preconiza-se que o mesmo fique o menor tempo possível
direcionado a estrutura dental, no máximo 10
segundos por dente e afastado do elemento dentário.
O protocolo mais indicado para o clareamento dental
com a técnica em consultório nos dias
de hoje tem sido o sugerido para o equipamento Whitening
Lase II:
PROTOCOLO WHITENING LASE II
Antes de iniciar a fotoativação do gel
clareador, realize:
- seleção de cores dos dentes Incisivos
Centrais e Caninos (sup e inf)
- o afastamento dos lábios do paciente com
um afastador labial de sua preferência (sugerimos
afastador que tenha o afastador de língua pois
é mais confortável para o paciente)
- a profilaxia com pedra-pomes e água (nesta
etapa está contra-indicada a profilaxia com
jato de bicarbonato, pois o bicarbonato neutraliza
a ação do peróxido de hidrogênio,
impedindo o clareamento). Também é importante
evitar a re-contaminação com saliva
dos dentes para não termos uma barreira física
de saliva impedindo o clareamento.
- re-umidificação dos dentes com gaze
úmida (os dentes devem estar úmidos,
pois a água presente colabora como um veículo
para os radicais livres liberados pela decomposição
do gel penetrarem na estrutura dental)
- a colocação da barreira gengival e
sua fotopolimerização com o próprio
LED (a barreira gengiva não deve cobrir mais
de ½ milímetro do esmalte cervical para
não interferir no clareamento)
- a proteção da mucosa labial e de fundo
de sulco com vaselina ou um protetor labial de sua
preferência (pois o contato do gel acidentalmente
pode levar a desconforto e queimação,
prejudicando muito o andamento do tratamento)
- manipulação do gel clareador. Sempre
na proporção de 3 gotas do peróxido
de hidrogênio para uma gota do espessante. Para
as duas arcadas, a quantidade de 30/10 é suficiente.
Pode-se escolher o peróxido de hidrogênio
35% ou 25%. O de 25% é indicado para dentes
com histórico de sensibilidade e para dentes
jovens. A manipulação do gel deve ser
realizada imediatamente antes da sua aplicação.
- aplicação do gel clareador nas duas
arcadas. A melhor forma de aplicar o gel é
com uma seringa descartável, pois a aplicação
se torna mais segura e mais rápida.
- fotoative o gel durante 6 minutos de maneira a intercalar
a arcada superior e inferior de 1 em 1 minuto (Ex:
1 min superior + 1 min inferior + 1 min superior +
1 min inferior + 1 min superior + 1 min inferior),
- deixe o gel em contato com o dente, sem ativar,
durante 2 minutos
- remova o excesso de gel primeiramente com um sugador
e depois com uma gaze úmida.
- manipule novamente a quanitidade de 30/10 gotas
e reaplique do gel
- repita este processo por mais duas vezes.
Após
a
remoção
do
gel
e
da
barreira
de
proteção
gengival,
o
gel
desensibilizante
deve
ser
aplicado
sobre
os
dentes
e
o
polimento
realizado
com
disco
de
feltro
(do
kit
do
Lase
Peroxide).
A
recomendação
pós-clareamento
é
de
restrição
de
alimentos/bebidas
que
contenham
pigmentos
pelo
período
de
uma
semana.
37.
Gostaria
de
saber
mais
detalhes
sobre
o
procedimento
de
clareamento
dental
em
pacientes
que
fazem
uso
de
Roacutan. Definição:
O
Roacutan®
(isotretinoína)
é
o
ácido
13-cis-retinóico,
um
retinóide
oral.
A
isotretinoína
é
uma
substância
derivada
da
vitamina
A.
Indicação:
Tratamento
de
formas
graves
de
acne
(nódulo-cística
e
conglobata)
e
acnes
resistentes
a
terapêuticas
anteriores.
A
acne
é
uma
doença
dos
folículos
pilossebáceos
(formada
pela
glândula
sebácea
e
pêlo),
podendo
ocorrer
na
face
e
no
tórax.
Suas
causas
principais
são:
•
a
queratinização
alterada
do
folículo,
que
produz
a
obstrução
do
orifício
folicular.
•
a
hipersecreção
da
glândula
sebácea.
•
a
proliferação
bacteriana,
principalmente
o
Propionibacterium
acnes.
Com
a
retenção
sebácea,
o
microorganismo
prolifera
e
o
processo
inflamatório
é
desencadeado.
A
isotretinoína,
príncipio
ativo
do
Roacutan®
(isotretinoína)
é
o
único
medicamento
que
atua
em
todos
os
fatores
causadores
da
acne. Ação:
Ele
atua
sobre
o
processo
de
queratinização
do
folículo
(normalizando
a
queratinização
folicular
alterada)
e
diminui
a
produção
de
sebo.
Dessa
forma,
cessam
as
condições
para
a
proliferação
bacteriana. Efeitos
Colaterais:
(são
reversíveis
e
desaparecem
com
o
fim
do
tratamento)
-
são
dose-dependentes
(muitas
destas
reações
adversas
foram
observadas
somente
com
tratamento
com
altas
doses
e
por
períodos
prolongados)
-
secura
e
rachadura
labial;
-
secura
do
nariz
e
olhos
(podendo
causar
leve
sangramento
no
nariz
e
propiciar
a
conjuntivite);
-
a
pele
pode
ficar
mais
seca
e
sensível,
eventualmente
causando
coceiras;
-
outros
efeitos,
tais
como
discreta
queda
de
cabelos,
fragilidade
das
unhas,
dor
de
cabeça
ou
dores
musculares
ou
nas
juntas
podem
ocorrer
menos
freqüentemente.
Cuidados
durante
o
tratamento:
-
A
isotretinoína
causa
mal
formação
fetal
(teratogênica).
As
mulheres
não
podem
estar
grávidas
quando
iniciarem
o
tratamento
e
não
devem
engravidar
até
um
mês
após
o
tratamento.
-
Roacutan®
(isotretinoína)
está
também
contra-indicado
em
pacientes
com
insuficiência
hepática,
hipervitaminose
A
preexistente,
valores
lipídicos
sangüíneos
excessivamente
elevados,
alergia
à
droga
ou
a
qualquer
substância
contida
na
cápsula.
-
O
PACIENTE
QUE
ESTIVER
TOMANDO
ROACUTAN®
(ISOTRETINOÍNA)
NÃO
DEVE
SE
EXPOR
AO
SOL
SEM
PROTEÇÃO.
Explicação:
Os
Retinóides
de
uso
tópico
e
sistêmico
tornam
a
pele
mais
sensível
ao
sol
e
as
Ciclinas,
podendo
causar
reações
fototóxicas
e
fotoalérgicas.
A
fototoxicidade
e
a
fotoalergia
causam
as
fotodermatoses,
também
denominadas
fotodermatites
ou
lúcides.
Estas
compreendem
um
grande
número
de
reações
anormais
da
pele
causadas
pela
luz
ultravioleta
ou
pelo
espectro
visível
da
luz.
Reações
fototóxicas
(fototoxicidade):
As
reações
fototóxicas
resultam
da
reatividade
quimicamente
induzida
à
luz
ultravioleta
e/ou
à
radiação,
em
bases
não-imunológicas.
As
reações
fototóxicas,
pelo
que
se
conhece
até
o
momento,
ocorrem
dentro
de
uma
lógica
do
tipo
dose-resposta,
sendo
a
intensidade
da
reação
proporcional
à
concentração
da
substância
química
e
à
quantidade
de
radiação,
em
determinado
comprimento
de
onda.
As
reações
fototóxicas
manifestam-se
por
uma
sensação
imediata
de
queimação,
eritema,
edema,
as
vezes
vesiculação
e
bolhas.
A
sensação
de
queimadura
é
mais
pronunciada
do
que
aquelas
observadas
nas
queimaduras
solares
comuns,
mas
é
aliviada
na
sombra.
Eritema
tardio
e
edema
podem
aparecer
após
algumas
horas
e
até
de
um
a
dois
dias
depois
da
exposição.
Nas
reações
mais
graves,
podem
aparecer
bolhas.
Uma
hiperpigmentação
localizada
pode
ser
notada
depois
da
reação
e,
em
alguns
casos,
pode
ser
a
única
manifestação.
A
intensidade
da
doença
dependerá
da
quantidade
da
radiação,
do
tipo
de
pele,
do
local
da
exposição
e
da
concentração
da
substância.
As
lesões
das
reações
fototóxicas
são
confinadas
a
áreas
da
pele
expostas
à
luz,
tipicamente
em
uma
ou
mais
áreas
da
face,
ponta
das
orelhas,
no
“V”
do
decote,
no
pescoço,
na
região
da
nuca,
em
superfícies
extensoras
dos
antebraços
e
no
dorso
das
mãos. Reações
fotoalérgicas:
As
reações
fotoalérgicas
(fotoalergia)
distinguem-se
das
reações
fototóxicas
pela
natureza
imunológica
da
resposta,
que
ocorre,
unicamente,
em
indivíduos
que
foram
previamente
sensibilizados
por
exposição
simultânea
a
substâncias
fotossensibilizadoras
e
à
radiação
adequada.
A
fotoalergia
parece
envolver
processos
biológicos
semelhantes
àqueles
da
dermatite
de
contato
alérgica,
exceto
pela
radiação
ultravioleta,
na
conversão
do
hapteno
em
alérgeno
completo.
O
diagnóstico
das
fotodermatoses
é
freqüentemente
sugerido
pela
distribuição
e
pelo
caráter
das
lesões
na
pele.
Os
quadros
de
fotoalergia
requerem,
para
confirmação,
uma
investigação
mais
completa
que
inclua
o
photopatch
test
(fototeste),
que
deve
ser
executado
por
especialista
(dermatologista)
familiarizado
com
a
técnica.
As
reações
fotoalérgicas
são,
usualmente,
caracterizadas
por
lesões
eczematosas,
ocorrendo
eritema,
edema,
infiltração,
vesiculação
e,
nos
casos
mais
intensos,
bolhas.
As
lesões
podem
se
estender
para
além
das
áreas
expostas,
recrudescendo
nas
áreas
previamente
cobertas.
Pode
ser
observada
uma
dermatite
leve
disseminada.
Na
medida
em
que
a
dermatite
diminui,
as
alterações
pigmentares
e
o
espessamento
da
pele
podem
se
tornar
proeminentes.
Alguns
pacientes
reagem
a
quantidades
extraordinariamente
pequenas
de
energia
luminosa.
Os
comprometimentos
de
onda
responsáveis
pela
fotoalergia
situam-se
na
faixa
de
ondas
longas
do
ultravioleta
(UVA).
Uma
complicação
grave
da
fotoalergia
é
o
desenvolvimento
de
uma
reação
persistente
à
luz.
A
doença
é
caracterizada
por
uma
extrema
fotossensibilidade
que
persiste
apesar
da
remoção
de
todo
o
contato
com
o
fotoalérgeno.
Pode
ocorrer
uma
ampliação
do
espectro
de
ação
da
luz,
que
faz
com
que
pequenas
exposições
à
radiação
ultravioleta
desencadeiem
a
fotossensibilidade. Reações
de
fotossensibibilidade
causadas
por
agentes
diversos
1)
Por
ação
sistêmica:
a)
antiarrítmicos:
amiodarona,
metildopa,
propanolol,
quinidina;
b)
antibacterianos:
tetraciclina,
dimetilclortetraciclina,
ácido
nalidíxico;
c)
antidiabéticos
orais
sulfamídicos;
d)
antinflamatórios
não-hormonais:
piroxicam,
benoxiprofen,
ácido
acetil
salicílico
(AAS),
fenilbutazona
e
oxifenilbutazona,
ibuprofeno;
e)
agentes
antineoplásicos
(metrotrexate,
vinblastina,
5.fluorouracil);
f)
derivados
da
quinina
–
cloroquina;
g)
diuréticos
–
tiazidas:
clorotiazidas,
furosemida;
h)
retinóides:
isotretinoina,
etretinato.
2)
Por
ação
tópica:
a)
antifúngicos:
griseofulvina,
cetoconazol;
b)
corantes:
acridina,
eosina,
azul
de
metileno,
azul
de
toluidina,
azul
35,
fluoresceína,
rosa
bengala,
difeniletileno
(stilbeno),
vermelho
neutro;
c)
derivados
do
petróleo:
coaltar,
creosoto,
pixe,
benzo(a)pireno,
antraceno,
fenantreno,
fluorantreno,
ß-metilantraceno;
d)
fitofotodermatites:
furocumarínicos,
psoralênicos,
família
das
umbelíferas
–
aipo,
salsa,
cenoura,
(compositae)
Crisântemo,
girasol.
Plantas
das
famílias
das
moráceas
(figo,
jaca,
fruta-pão)
e
rutáceas
(frutas
cítricas
em
geral);
e)
fragrâncias:
metilcumarina,
musk
ambrete;
f)
protetores
solares:
PABA
e
gliceril-PABA,
oxibenzonas,
parsol,
eusolex,
benzofenonas;
g)
tópicos
halogenados:
tribromosalicilianilida
(TBS),
triclorocarbanilida
(TCC),
n-butil
4.clorosaliciliamida,
hexaclorofeno;.
h)
Outros:
ciclamato,
cádmio,
riboflavina,
sulfonamidas. Isotretinoína
x
clareamento
dental:
CONCLUSÕES/HIPÓTESES/SUGESTÃO
DE
CONDUTA.
A
radiação
do
LED
sobre
a
pele
em
pacientes
em
tratamento
com
o
Roacutan®
ou
outro
genérico
da
Isotretinoína
mimetiza
uma
exposição
solar
uma
vez
que
o
comprimento
de
onda
do
LED
está
incluído
no
espectro
visível
da
luz.
A
isotretinoína
promove
uma
fragilidade
na
pele
(Williams;
Elias,
1981;
Elias
et
al.,
1981)
contra-indicando
a
realização
de
depilação
e
cirurgias
no
intervalo
de
pelo
menos
6
meses
(Layton
et
al.,
2006).
Além
disso,
segundo
o
Ministério
da
Saúde
(anexo
3),
a
isotretinoína
é
um
agente
que
pode
causar
reação
de
fotossensibilidade,
ou
seja,
em
associação
com
a
luz
pode
causar
uma
reação
fototóxica
ou
fotoalérgica.
Apesar
de
alguns
trabalhos
indicarem
que
apenas
a
proteção
solar
já
seja
suficiente
e
que
muitos
pacientes
não
relataram
problemas
de
pele
durante
o
tratamento
com
o
Roacutan®
no
verão
(Kunynetz
2004)
ainda
faltam
trabalhos
que
comprovem
que
o
uso
do
protetor
solar
na
região
que
será
irradiado
com
o
LED
durante
o
clareamento
dental
seja
suficiente
para
evitar
qualquer
dano
à
pele.
A
dose
e
o
tempo
de
exposição
influenciarão
nos
efeitos
causados,
no
entanto,
a
incidência
local
durante
pelo
menos
20
minutos
poderia
desencadear
alguma
reação.
Pela
falta
de
estudos
que
investiguem
a
ação
do
LED,
e
seu
tempo
de
irradiação
capaz
de
desencadear
a
reação,
é
de
bom
senso
contra-indicar
o
clareamento
dental
em
pacientes
que
estejam
sendo
tratados
com
o
Roacutan.
O
tempo
mínimo
após
o
término
do
tratamento
deve
ser
de
1
mês,
tempo
que
o
medicamento
leva
para
ser
totalmente
eliminado
do
organismo.
Observação:
-
existem
muitos
trabalhos
na
literatura
que
utilizam
a
isotretinoína
para
o
tratamento
de
pele
fotodanificada.
-
A
maioria
dos
trabalhos
relacionados
a
odontologia
estudam
os
efeitos
teratogênicos
da
isotretinoína
na
formação
dental,
do
palato
e
etc.
-
Não
encontrei
nenhum
trabalho
que
relacione
diretamente
o
clareamento
dental
com
o
uso
da
isotretinoína.