Dúvidas mais frequentes

Fotopolimerização

1. Todas as resinas compostas precisam do mesmo tempo de
fotoativação?

Não. As resinas compostas são constituídas de monômeros e cargas vítreas, mas são essas partículas vítreas que influenciam no tempo de fotoativação, devido aos diferentes mecanismos de interação com a luz emitida pelo fotopolimerizador. Resinas nanoparticuladas e microparticuladas precisam de um tempo maior de ativação (40s) do que resinas dos tipos híbrida e microhíbrida (20s).



2. Também existe diferença na fotoativação de resinas para esmalte e dentina?
Sim. A maior opacidade dificulta a penetração da energia luminosa em profundidade, e desta forma, um tempo de fotoativação maior ou uma alta intensidade luminosa são essenciais para a adequada Fotopolimerização. Cores de dentina ou cores opacas necessitam geralmente de 40s de fotoativação, enquanto que cores de esmalte geralmente 20s



3. O que significa a intensidade de luz do fotopolimerizador?
A intensidade de luz pode ser entendida como a quantidade de fótons (unidade de energia luminosa) que é medida na ponta ótica do fotopolimerizador. A potência óptica gerada pelo aparelho é dada em miliWatt. Quanto mais potência - fótons (mW) por unidade de área (cm²) é emitida através da ponta de fibra óptica, maior será a sua intensidade de luz ou irradiância (mW/cm²).



4. O mais importante em um fotopolimerizador é a intensidade de luz?
Sem dúvida que a intensidade de luz é importante, porém, tão ou mais importante que esta, é a qualidade da energia luminosa emitida pelo aparelho. A qualidade do feixe de luz azul é essencial para que os materiais resinosos alcancem suas propriedades ideais ao final da Fotopolimerização.



5. O que realmente significa a qualidade de luz?
A qualidade da luz está relacionada com os comprimentos de onda (nanômetros - nm) emitidos pelo fotopolimerizador, que vão determinar o tom de azul do feixe luminoso. O endurecimento de um material só ocorre se a luz do aparelho for absorvida por substâncias fotoiniciadoras presentes em adesivos, resinas e cimentos. Ao absorver a luz azul, os fotoiniciadores vão gerar os radicais livres que iniciarão o processo de polimerização. Portanto, quanto maior a pureza da luz azul gerada (qualidade) mais eficiente se torna a Fotopolimerização.
É importante mencionar que, apesar da grande maioria das resinas e cimentos utilizarem um fotoiniciador chamado canforquinona, quem tem o pico de absorção em 470nm (nanômetros), existem alguns outros tipos de fotoiniciadores que têm picos de absorção mais baixos (entre 415 e 425 nm). Apenas uns poucos fotopolimerizadores que utilizam tecnologia LED, são capazes de polimerizar essas resinas e cimentos, e são aparelhos importados e de elevado custo.