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1.
Qual a diferença entre dose e fluência? Quando
tenho que ajustar uma dose de laserterapia em função
da idade ou condições físicas do paciente
tenho que ajustar a dose ou a fluência?
Quando utilizamos a palavra dose no manual da DMC, notará
que a palavra “energia” estará entre parênteses.
A dose que nos referimos é a quantidade de Joules (energia)
depositada no tecido. Por exemplo, utilizamos entre 0,7 e
1 Joules para processos cicatriciais de tecido mole.
Já a fluência, é a quantidade de energia
depositada em uma determinada área, que por convenção
é a área da secção tranversal
do feixe laser quando o aplicamos de forma pontual. No exemplo
citado anteriormente, a fluência estaria entre 25 e
35 J/cm2.
Quando queremos utilizar a laserterapia em função
das características do paciente, tanto faz em reduzirmos
a dose ou a fluência, pois ambos os parâmetros
estão interligados. Ao diminuirmos a dose, automaticamente
diminuiremos a fluência. Da mesma forma, o tempo de
irradiação será diminuído na mesma
proporção.
Para facilitar a utilização e levando em consideração
que no display do equipamento o que mais está em evidência
é a fluência (J/cm2), você poderá
utilizar esse parâmetro para ajustar conforme o paciente.
Para isso, no display do equipamento selecione o modo NORMAL,
LASER desejado (vermelho ou infravermelho), depois opte pelo
modo CONTÍNUO (o mais indicado), POTÊNCIA (usualmente
utilizamos 100mW), e finalmente a FLUÊNCIA desejada.
2.
Como proceder para reversão de parestesia alveolar
inferior utilizando a fototerapia com laser em baixa intensidade?
O tratamento da parestesia com laser em baixa intensidade
tem os seguintes objetivos: 1. Acelerar a regeneração
nervosa; 2. Estimular inervação contra-lateral
fazendo com que os nervos adjacentes desempenhem o papel do
nervo seccionado; 3. Biomodular a resposta nervosa levando
o limiar do potencial de ação à normalidade.
Uma vez que existe a neuroplastia, ou seja, as células
nervosas tendem a se acostumar com determinados estímulos,
a dosagem recomendada pela DMC é gradativa. Inicialmente
utilizamos uma dosagem baixa (80 a 100 J/ cm2) nas três
primeiras sessões, nas três sessões seguintes
utilizamos 90 a 110 J/ cm2 e nas outras três sessões
100 a 120 J/ cm2 (aumenta-se 10 J/ cm2 a cada 3 sessões).
A decisão de utilizar as doses mínimas ou máximas
descritas irá depender do tempo da parestesia (parestesias
mais recentes doses intermediárias, pacientes imunodeprimidos,
idosos e crianças utilizamos as menores doses e as
dosagens maiores utilizamos para a maioria dos pacientes,
adultos normais.
Para calcular o tempo de aplicação é
só selecionar no seu equipamento a dosagem a ser utilizada
em J/ cm2, que ele lhe dará o tempo de aplicação
pontual. É importante lembrar que utilizamos o modo
de irradiação pontual (a distância entre
a mucosa e a ponta do equipamento é de 2 mm) com aproximadamente
1 cm2 de distância entre os pontos. Além disso,
é importante tomar nota da evolução da
melhora do paciente, perguntando a ele em cada sessão
a porcentagem de melhora e diferentes sensações
experimentadas como: agulhadas, formigamento e até
mesmo dor. Neste último caso é recomendado diminuir
a dosagem. Os dois primeiros sintomas relatados geralmente
indicam evolução positiva. A freqüência
de aplicação pode ser a cada 48 horas (resultados
mais rápidos), a cada 72 horas ou uma vez por semana,
dependendo da disponibilidade do seu paciente.
3.
Como devo proceder a laserterapia em cada manifestação
das lesões de herpes simples?
As lesões de herpéticas apresentam 3 fases distintas
de manifestação e devemos identificá-las
clinicamente para depois utilizar a laserterapia corretamente.
A seguir, a descrição das 3 fases e a dosimetria
recomendada.
-
Fase Prodrômica: prurido, calor e vermelhidão
na região. A manifestação é observada
diante de variações hormonais (fase menstrual),
situações de stress, abalos emocionais, baixa
resistência imunológica (resfriados por exemplo)
e exposição excessiva ao sol. DOSIMETRIA: laser
infra-vermelho com a dose de 60J/ cm2, 2 ou 3 pontos na região.
-
Fase de Vesícula (pequenas vesículas, dor e
inchaço na região). Nesta fase o vírus
do herpes pode ser transmitido por contato direto com o líquido
vesicular. Deve-se evitar a auto-contaminacão em outras
partes do corpo, utilizar toalhas e louça individual
até o final desta fase. DOSIMETRIA: Técnica
Almeida Lopes de drenagem através da irradiação
laser sobre a cadeia linfática responsável pela
região acometida e ao redor da lesão. O laser
utilizado é o infra-vermelho com a dose de 70J/ cm2.
-
Fase de Cicatrização da lesão (fase de
crosta). Nesta fase o paciente não relata mais dor,
mas incômodo pela ferida que demora para cicatrizar
por completo. DOSIMETRIA: laser vermelho com dose de 35 a
60J/ cm2, 2 ou 3 pontos sobre a lesão dependendo da
extensão da lesão, diariamente até a
completa cicatrização.
4.
Como o laser de baixa potência atua na hipersensibilidade
dentinária e como devo proceder?
A laserterapia na hipersensibilidade dentinária atua
de duas formas: 1. Promovendo analgesia imediata, relatada
pelo paciente logo após a aplicação;
2. Estimulando a formação de dentina reparativa
a médio e longo prazo.
Antes de iniciarmos a laserterapia é recomendado verificar
a causa da hipersensibilidade. Entre as mais comuns estão:
raspagem radicular, sensibilidade após ajuste oclusal
rotineiro, exposição dos túbulos dentinários
e corte dos prolongamentos odontoblásticos após
um preparo cavitário, retração gengival
(por força excessiva na escovação, por
bruxismo, alimentação ácida excessiva,
etc), entre outros. O ideal é sempre associar o tratamento
convencional (muitas retrações podem ser resolvidas
com restaurações) com a laserterapia.
PROTOCOLO:
A aplicação deve ser feita com a ponta do laser
sempre perpendicularmente ao dente ou à região
apical. Utiliza-se preferencialmente o laser infra-vermelho,
com uma dose entre 60J/cm2 à 120J/cm2. De acordo com
o paciente o clínico pode optar por uma das modalidades
terapêuticas propostas abaixo:
1:
A aplicação pode ser feita 2 pontos por dente:
um ponto na cervical e outro na região apical do dente,
dose de 90J/cm2 por ponto; (indicado para molares)
2:
Aplicar 2 pontos na cervical (um vestibular outro palatino/lingual)
e um ponto na região apical, dose de 60J/cm2 por ponto;(dentes
robustos e com muitas restaurações)
3:
Aplicar 1 ponto na cervical ou na região apical com
dose de 120J/cm2 por ponto (indicado para dentes unirradiculares,
em situações onde vários dentes são
acometidos, ou no caso de dor após ativação
ortodôntica)
4:
Pós-preparo cavitário: aplicar 40J/cm2 colocando-se
a ponteira do equipamento dentro da cavidade.
A analgesia local imediata pode ser o parâmetro clínico
que indica que a dosimetria para aquele paciente está
correta. Por isso, caso o paciente não relate analgesia
imediata após a primeira irradiação,
você pode estar repetindo a aplicação.
Mas lembre-se que a repetição excessiva pode
inibir os processos de bioestimulação de dentina
reparativa, apesar de causar analgesia imediata. Recomenda-se,
portanto cautela. Repita duas vezes apenas, e explique ao
paciente que o efeito virá a médio e longo prazo.
Além disso, é importante salientar que em alguns
pacientes a causa da hipersensibilidade pode predominar ao
efeito do laser, sendo muito importante sempre associar a
técnica convencional e a laserterapia para a efetiva
solução da hipersensibilidade.
5.
Como se faz a Técnica da Drenagem Linfática
com o laser de baixa potência.
A técnica da drenagem linfática com
laser de baixa potência, desenvolvida e publicada pela
Profa. Dra. Luciana Almeida Lopes, consiste na irradiação
do laser nas principais cadeias de linfonodos responsáveis
pela drenagem da cabeça e pescoço. O objetivo
é ativação da drenagem linfática
da região acometida reduzindo o edema encontrado principalmente
em pós-operatórios cirúrgicos e vesículas
de herpes labial.
Protocolo:
aplicação de 2 pontos em cada cadeia de linfonodos
– pré-auricular, jugulo-digástrica, submandibular
e submentoniana – no lado acometido (direito e/ou esquerdo),
com laser infravermelho e fluência de 70 J/cm2 (o que
corresponde a 2J de energia por ponto). A freqüência
de aplicação pode variar de 2 a 3 vezes por
semana até a redução do edema ou da vesícula
de herpes.
A técnica em sua íntegra está disponível
em nosso site: www.nupen.com.br/odontologia/
Biblioteca Virtual/Referências sobre Laserterapia –
Dor / Edema / Inflamação
6. Sou dentista e estou grávida. Posso
realizar laserterapia e clareamento dental nos meus pacientes?
As fontes de luz LED e laser utilizadas para a realização
do clareamento dental são direcionadas para a boca
do paciente, não sendo capaz de penetrar ou chegar
na região uterina da operadora. A luz laser emitida
dos equipamentos tem capacidade de penetração
nos tecidos orais em torno de 1 cm. Assim, não são
espalhadas no corpo da paciente e nem no ambiente.
Portanto, as profissionais grávidas podem realizar
o clareamento tendo o cuidado de não direcionar as
luzes para a região abdominal diretamente, no primeiro
trimestre da gestação.
7.
Como o laser atua no tratamento da mucosite oral?
O laser de baixa potência atua na mucosite
oral como antiinflamatório local, analgésico
e analgésico, ajudando na cicatrização
das lesões orais e melhorando o fluxo salivar do paciente.
Para o paciente, isso significa qualidade de vida, uma vez
que os pacientes acometidos com a Mucosite Oral possuem grande
dificuldade em se alimentar, deglutir e higienizar a cavidade
oral. Neste sentido, garantir ao paciente a possibilidade
de poder se alimentar corretamente melhora sua condição
geral, fundamental para o sucesso do tratamento médico
no qual ele se encontra.
PROTOCOLO:
Dose (densidade de energia): 25J/cm2 a 60J/cm2
Regiões de aplicação: A aplicação
deve ser feita nas 8 regiões descritas a seguir e o
número de pontos em cada uma vai depender da densidade
de energia aplicada (ver item Número de pontos): mucosa
jugal direita e esquerda, palato, lábio inferior, lábio
superior, dorso língual e lateral da língua
e assoalho bucal. Não se deve fazer a irradiação
sobre o local de biópsia ou sobre onde estava localizada
a lesão tumoral e deve-se dar uma margem de segurança
para aplicação do laser de 2 cm de distância
do local da lesão. Em pacientes que apresentem dor
ao deglutir, pode-ser fazer aplicação extra-oral
na região do pescoço exceto em pacientes que
apresentem o tumor localizado nesta região.
Energia por ponto: 0,7 a 1,7 Joules.
Número de pontos: aplicar 4 pontos por região
(quando dose de: 60J/cm2), 7 pontos por região (dose
de 35J/cm2) e 10 pontos por região (dose de 25J/cm2).
*Se
a mucosite for bastante intensa ou abranger uma área
extensa, dar preferência pela menor dose aplicando em
mais pontos.
Frequência
de aplicação:
1.
Tratamento preventivo: iniciar o tratamento junto com as sessões
de quimio/radioterapia. Trata-se de tratamento preventivo
uma vez que não se espera a formação
da mucosite no 4º ou 5º dia de tratamento antineoplásico,
sendo o objetivo evitar que apareçam as lesões
ou diminuir a intensidade das mesmas. Aplicações
podem ser diárias (5x por semana) ou de acordo com
a disponibilidade do paciente.
2.
Tratamento da mucosite instalada: aplicações
diárias ou de acordo com disponibilidade do paciente
até o término da quimioterapia ou radioterapia.
Alguns clínicos continuam esta aplicação
por mais alguns dias.
Textos sobre as indicações da laserterapia no
tratamento da mucosite em pacientes submetidos à quimioterapia
e radioterapia podem ser encontrados no próprio site.
Entre em Odontologia – Biblioteca Virtual – Referências
sobre Laserterapia – Mucosite.
8.
Como o laser atua no tratamento da xerostomia?
O objetivo da irradiação do laser para
tratamento da xerostomia é estimular as glândulas
a desempenharem sua função normal (ou próxima
do normal) mesmo em situações adversas, como
é o caso da radioterapia, da Síndrome de Sjögren
e do uso de alguns medicamentos, os quais promovem alterações
neste tecido.
O protocolo de laserterapia para casos de xerostomia é:
• Laser Infravermelho
• Densidade de energia: 35 J/cm2, potência: 100mW,
modo contínuo, tempo de irradiação por
ponto: 10 segundos
• Realizar 2 pontos em cada região correspondente
à localização das glândulas salivares
maiores: sublingual, submandibular e parótida.
• Aplicações de 48/48h ou 72/72h
Freqüência e tempo de duração do
tratamento: as sessões podem ser realizadas de 48/48hs
ou 72/72hs com o mínimo de 5 sessões. Se o caso
for uma xerostomia provocada por radioterapia o ideal é
que a laserterapia seja realizada enquanto o paciente está
sendo submetido à radioterapia caracterizando o tratamento
preventivo do laser. Neste caso as aplicações
podem ser diárias ou segundo a freqüência
das sessões de radioterapia até o final do tratamento
antineoplásico.
Textos sobre as indicações da laserterapia no
tratamento de alguns efeitos colaterais como mucosite e xerostomia,
em pacientes submetidos à quimioterapia e radioterapia
podem ser encontrados no site (www.nupen.com.br). Entre em
Odontologia – Biblioteca Virtual – Referências
sobre Laserterapia – Mucosite.
9.
Como o laser atua no tratamento da Disfunção
Têmporo Mandibular (DTM)?
A Laserterapia aplicada às disfunções
de ATM tem ação analgésica, antiinflamatória,
relaxante muscular e auxilia na reparação das
fibras nervosas traumatizadas. Pacientes com trismo (de origem
variada) ou em tratamento para DTM são indicados para
o tratamento com a laserterapia.
A aplicação do laser deve ser feita em 5 pontos
sobre a região da articulação: Um ponto
sobre o côndilo, 3 pontos: um deles 1 cm à frente,
outro 1 cm acima e outro ponto 1 cm abaixo do côndilo
e o quinto ponto dentro do ouvido externo, em direção
ao côndilo. Ainda, se houver dores musculares, os músculos
relacionados com a mastigação deverão
ser apalpados e os pontos de dor (pontos gatilhos) deverão
ser irradiados.
A posologia recomendada por ponto é: 2,3J utilizando
fluência de 80 J/cm2.
Recomenda-se a irradiação em ambas as ATMs,
utilizando o laser infravermelho (invisível), com aplicações
a cada 72 horas, enquanto persistirem os sintomas.
O uso do laser não dispensa a necessidade de reabilitação
oral caso os pacientes necessitem de um tratamento mais complexo.
O ideal é, portanto, associar a técnica convencional
(placas miorelaxantes, ajuste oclusal, etc) com o laser.
10.
É verdade que o laser só tem ação
sobre na região intra-oral se a superfície a
ser irradiada estiver seca?
O protocolo de aplicação do laser prevê
a previa limpeza e secagem da superfície (intra ou
extra-oral). Isso melhora a penetração do laser
devido a menor reflexão da luz, que acontece em maior
grau quando a superfície contém água
(a água reflete mais a luz). Caso a superfície
não esteja seca, isso não impedirá a
ação terapêutica do laser. O que pode
ocorrer é o laser alcançar menor profundidade
de penetração nos tecidos. Esta menor penetração
ocorre também quando empregamos potências menores.
Quanto menor a potência utilizada, menor será
a penetração do laser nos tecidos.
11.
Qual o protocolo e por quantos dias se procede a laserterapia
no caso de úlceras traumáticas?
A úlcera traumática é uma lesão
dolorosa, caracterizada por uma área central de ulceração
recoberta por uma pseudomembrana de fibrina, restos de tecido
necrótico e agregados de microorganismos, circundada
por um halo eritematoso. Normalmente desaparecem em 10 / 21
dias sem deixar cicatriz. A Laserterapia pode ser realizada
para acelerar a cicatrização da úlcera
bem como para aliviar a sintomatologia dolorosa. Em úlceras
sem sintomatologia dolorosa a dose indicada é: Laser
Vermelho; fluência de 45J/cm2, 2 pontos, imediatamente
a aparição da lesão a cada 24h. Em úlceras
com sintomatologia dolorosa a dose anterior poderá
ser repetida de 3 a 4 vezes (de acordo com o relato clínico
do paciente sobre a dor). Outra opção de protocolo
é utilizar o modo assistido de dor, utilizando-se a
fluência máxima. Normalmente 2 a 4 sessões
clínicas são realizadas para o tratamento das
úlceras traumáticas. A cicatrização
total da lesão determinará o término
do tratamento.
12.
Tratamentos com laserterapia podem ser realizados em pacientes
que usam marcapasso?
Embora o laser seja uma luz composta por onda eletromagnética
e, portanto, ter interação com o marcapasso,
é também uma luz colimada, ou seja, não
é irradiada em todas as direções. Nesse
sentido, se houver cuidado na hora da aplicação
de não direcionar o feixe laser para a região
do marca-passo, o laser pode ser utilizado.
É importante ressaltar que devemos prestar atenção
a qualquer manifestação do paciente que possa
acontecer após a irradiação do laser.
13.
Como funciona o tratamento com laserterapia para Nevralgia
do Trigêmio?
A Nevralgia do Trigêmeo caracteriza-se pela
disfunção do nervo trigêmeo (nervo craniano
V), que conduz a informação da sensibilidade
da face até ao cérebro. A sua disfunção
causa episódios de dor forte e pungente de alguns segundos
a minutos de duração.
A nevralgia possui duas formas: idiopática –
de origem desconhecida e geralmente crônica e a secundária
– geralmente causada por um trauma de origem dentária,
como exodontia, tratamento endodôntico ou até
mesmo prótese mal adaptada. Independente do tipo de
nevralgia, este tipo de acometimento normalmente é
refratário aos tratamentos convencionais e o tratamento
com Laser é uma opção clinicamente bastante
eficaz sendo ainda uma técnica não invasiva
e sem efeitos colaterais.
O diagnóstico é feito a partir do relato do
paciente juntamente com sua história clínica
buscando-se mapear as possíveis causas e sintomatologias.
Aspectos como fatores desencadeantes da dor devem ser considerados
(p.ex: frio, mastigação, água gelada,
etc). Em seguida, busca-se descobrir qual ramo do nervo está
afetado a partir da região cujo paciente apresenta
a sintomatologia dolorosa. Os pontos gatilhos nem sempre são
facilmente detectados nestes casos, mas são os pontos
de intensa dor cujo paciente consegue identificar.
A laserterapia atua de modo a promover analgesia pela cicatrização
da fibra nervosa lesionada ou recuperação do
limiar nervoso alterado.
A ação benéfica do laser está
associada ao seu efeito antiinflamatório e analgésico
local modulando a disfunção do feixe nervoso
(que é o que caracteriza a doença). O limiar
de transmissão nervosa volta ao normal e as crises
dolorosas características da nevralgia são evitadas.
A aplicação deverá ser feita ao longo
do trajeto do nervo afetado, de forma pontual, com uma distância
de 1 a 1,5 cm entre os pontos com os seguintes parâmetros:
- Laser no comprimento de onda infravermelho (808nm), densidade
de energia de entre 70 a 120J/cm2. Para se evitar a neuroplasticidade
nervosa, onde a fibra óptica se acostuma com o estímulo,
deve-se alterar a fluência irradiada a cada 3 sessões
aproximadamente. Assim, o tratamento deverá ser iniciado
com a menor fluência, subindo gradativamente até
chegar na fluência máxima. Se a lesão
persistir, o caminho inverso deverá ser feito, desta
vez diminuindo-se as fluências gradativamente.
Em geral, serão realizadas de 10 a 20 sessões
que podem ser feitas 2 à 3 vezes por semana (com o
cuidado de dar um intervalo de no mínimo 24 horas entre
uma aplicação e outra).
Além disso, para que os efeitos do Laser sejam significativos,
é muito importante não associar o tratamento
com a medicação do tipo CARBAMAZEPINA (TEGRETOL).
Se o paciente já faz uso, deve-se gradualmente reduzir
a medicação.
14.
Quais os efeitos maléficos que o laser pode causar?
Os efeitos maléficos que o laser pode causar
se limitam aos olhos. As lesões oculares que se manifestam
variam de acordo com o comprimento de onda da luz laser. Os
laseres vermelho e infravermelho utilizados na fototerapia
podem causam os seguintes efeitos:
Luz visível, de 400 a 780nm (o laser vermelho
utilizado tem comprimento de onda aproximado de 685nm):
A retina sofre lesões de natureza térmica e
fotoquímica, já que todos os demais elementos
do globo ocular são transparentes para estes feixes.
Raios infravermelhos A, de 780 a 1.400nm (o laser
infravermelho utilizado tem comprimento de onda aproximado
de 830nm):
Estes comprimentos de onda são os mais perigosos para
o olho, que não percebe os feixes deste comprimento,
mas os focaliza sobre a retina, na qual provocam queimaduras
graves e lesões fotoquímicas da retina. Além
disso, parte destes feixes é absorvida pelo cristalino,
levando à turvação do mesmo, isto é,
à catarata.
Isso quer dizer que nunca podemos olhar diretamente para o
feixe laser sendo indispensável a utilização
do óculos de proteção pelo paciente,
operador e auxiliar.
15.
Como calcular o preço para cada tratamento com Laserterapia?
O que seria melhor, cobrar por sessão de tratamento
ou por pacote fechado. Qual seriam os valores mínimo
e máximo?
Os valores normalmente praticados para Laserterapia e cobrados
por sessão de aplicação, geralmente são
calculados em função da hora clínica
do profissional em questão (para cada consultório
e realidade o cirurgião-dentista deverá fazer
e adequar este cálculo).
Há uma distinção importante para alguns
tipos de tratamento, que podem ser cobrados por pacotes. São
os casos de tratamentos de Parestesias, Paralisias e DTM,
Xerostomia e ainda Mucosites. Pois praticamente o laser é
o tratamento isolado, e normalmente envolve algumas sessões
clínicas (entre 5 e 10). Os pacotes variam entre 400
e 900 reais, como preços médios de mercado.
Com relação ao modo de cobrar os outros tratamentos,
que associam o laser ao tratamento convencional, como casos
de Exodontias, Hipersensibilidades, Periodontia, por exemplo,
normalmente se calcula um incremento de 15 a 20% no valor
total do tratamento (tendo como referência os valores
praticados no consultório do cirurgião-dentista
em questão).
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